As Boas Práticas de Fabricação (BPF) são de extrema importância para o mercado consumidor global – e empreendedores já inseridos na indústria as conhecem bem. O seu papel é muito simples: regular as diretrizes, práticas e técnicas na fabricação de alimentos, produtos farmacêuticos, insumos hospitalares, cosméticos, bancos de sangue, entre outros, visando assegurar a qualidade das mercadorias em um determinado país ou região acima de tudo. Hoje, queremos tratar de um dos pontos centrais englobados nesse conjunto de normas: afinal, o que é a BPF na indústria de alimentos?
Continue lendo para descobrir todos os requisitos por trás de uma linha de produção certificada – e como equipamentos industriais de boa procedência estão diretamente ligados ao sucesso da sua fábrica.
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O que é a BPF na indústria de alimentos?
A BPF na indústria de alimentos é um conjunto de medidas higiênico-sanitárias que devem ser adotadas por empresas do setor alimentício para garantir que os produtos cheguem ao consumidor final com qualidade e dentro dos padrões legais de biossegurança.

No Brasil, a sua base legal está presente em normativas da Anvisa e também em instruções normativas do MAPA, com destaque para a RDC nº 275/2002 e a RDC nº 724/2022, bem como a IN nº 4/2007 e a IN nº 60/2019, que regulamentam desde os procedimentos operacionais até os padrões microbiológicos permitidos nos alimentos.
Abaixo, separamos os principais pontos de cada uma:
| Exigência | Definição | Norma que regula |
| Estrutura física adequada | Ambientes com pisos, paredes e tetos laváveis, ventilação eficiente, iluminação adequada e proteção contra pragas. | RDC nº 275/2002 (Anvisa) / IN nº 4/2007 (MAPA) |
| Equipamentos higiênicos | Equipamentos fabricados com materiais que não liberem substâncias tóxicas e que sejam de fácil limpeza, como o aço inox. | RDC nº 275/2002 (Anvisa) / IN nº 60/2019 (MAPA) |
| Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) | Documentos obrigatórios que padronizam a execução de atividades críticas, como higienização, controle de pragas e saúde dos manipuladores. | RDC nº 275/2002 (Anvisa) |
| Higiene pessoal e saúde dos manipuladores | Treinamento, uso de EPIs, proibição de adornos e exames médicos periódicos dos trabalhadores da área de produção. | RDC nº 275/2002 (Anvisa) / IN nº 4/2007 (MAPA) |
| Controle de matérias-primas e ingredientes | Rastreabilidade e análise de qualidade de todos os insumos utilizados na produção de alimentos. | RDC nº 275/2002 (Anvisa) / IN nº 60/2019 (MAPA) |
| Controle de qualidade da água | Uso de água potável em todas as etapas da produção, inclusive para higienização de superfícies e equipamentos. | RDC nº 275/2002 (Anvisa) / IN nº 4/2007 (MAPA) |
| Padrões microbiológicos dos alimentos | Limites máximos permitidos para micro-organismos nos alimentos, definidos por categoria de produto. | RDC nº 724/2022 (Anvisa) |
| Rotulagem nutricional e informações obrigatórias | Exigência de rotulagem clara e completa, com informações nutricionais, alergênicos, ingredientes e origem. | IN nº 75/2020 (MAPA) |
| Registro e documentação dos processos | Registros obrigatórios de cada etapa do processo produtivo, garantindo rastreabilidade e verificação das conformidades. | RDC nº 275/2002 (Anvisa) / IN nº 60/2019 (MAPA) |
No fim do dia, a BPF na indústria de alimentos é mais do que uma simples norma: é uma cultura organizacional acima de tudo. Ela exige comprometimento diário com a qualidade e deve estar presente em todas as etapas do processo fabril, desde o recebimento da matéria-prima até a expedição do produto acabado; descumprir isso pode culminar em consequências desastrosas para qualquer negócio.
Implicações da BPF para a linha de produção brasileira
No Brasil, a adoção das Boas Práticas de Fabricação é obrigatória para todas as empresas que atuam no ramo alimentício. A ausência de conformidade pode resultar em multas severas, interdições sanitárias e recolhimento de produtos. Mais que isso: pode comprometer de forma definitiva a reputação da sua marca no mercado.

As fiscalizações também são feitas por órgãos como a Vigilância Sanitária Municipal, o MAPA e a Anvisa, que avaliam aspectos como:
- Layout da planta industrial (evitar cruzamento de fluxos sujos e limpos);
- Estado de conservação e limpeza de máquinas e superfícies;
- Presença de registros e rastreabilidade de lote;
- Controle de qualidade de água e ar;
- Conformidade dos rótulos e embalagens com a legislação vigente.
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Conheça os elementos indispensáveis para garantir a BPF
Para estar de acordo com a legislação da tabela e alcançar altos padrões de produção entre a concorrência e os seus consumidores, você, como gestor industrial, precisa investir em:
- Estrutura física adequada: o ambiente deve ser projetado para evitar contaminações e permitir a fácil higienização. Isso inclui paredes laváveis, iluminação adequada, pisos antiderrapantes, sistemas de ventilação, etc.
- Procedimentos padronizados e treinamento da equipe: garantir que todos os colaboradores saibam como operar os equipamentos e como higienizá-los corretamente também faz parte da rotina da BPF.
- Controle de temperatura e umidade: muitas contaminações ocorrem por falhas no armazenamento e no transporte interno dos alimentos. Câmaras frias, seladoras, esteiras e tanques precisam estar devidamente ajustados.
- Manutenção preventiva: não basta adquirir bons equipamentos; é necessário manter a integridade e o funcionamento ideal de todos eles ao longo do tempo.
Mas a parte mais importante a longo prazo é optar por equipamentos de aço inox de boa procedência; em especial, o aço inoxidável AISI 304 ou 316, já que esse material apresenta alta resistência à corrosão, facilidade de limpeza e baixa porosidade, assim dificultando o acúmulo de resíduos e a proliferação de microrganismos.
Logística é tudo: e agora você sabe o que é a BPF na indústria de alimentos. Felizmente, você está no lugar certo para investir em uma infraestrutura duradoura para todas as suas atividades de produção!

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