Se você pensa em iniciar um novo empreendimento e os frigoríficos vieram à sua mente, saiba que está no caminho certo para a lucratividade. Mas como montar um frigorífico, afinal?

O consumo de carne no mundo cresceu de forma expressiva nos últimos 50 anos. Hoje, sua produção é quase cinco vezes maior do que no início da década de 1960 – saltando de cerca de 70 milhões de toneladas por ano para mais de 340 milhões. Esse abastecimento em larga escala só é possível graças à existência e ao funcionamento dos frigoríficos, o que significa que estar à frente da concorrência é ainda mais relevante nesse setor tão competitivo.

Mas não se preocupe – nós te daremos todo o conhecimento necessário para isso. Neste guia completo, veja todas as etapas industriais envolvidas na montagem de um frigorífico – desde as licenças obrigatórias e técnicas modernas de abate até os equipamentos que padronizam a sua linha de produção – de modo que o produto final chegue ao mercado consumidor com confiança e qualidade.

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Como montar um frigorífico em 6 etapas

Como montar um frigorífico

A montagem de um frigorífico exige planejamento minucioso e atenção a muitos detalhes. Por isso, organizamos as etapas que você deve considerar antes de dar o primeiro passo, para garantir que seu investimento seja seguro, legal e competitivo. Vamos começar?

1. Tipo

A escolha do tipo de frigorífico é fundamental, pois define a capacidade produtiva, o modelo de operação, o público-alvo e o nível de investimento. Basicamente, os frigoríficos se dividem em:

  • Frigorífico de abate lento (pequeno porte): Normalmente ocupa até 200 m², com produção manual, onde o animal só é insensibilizado após o processamento do anterior. Esse modelo atende vendas locais e regionais, tem custos menores, mas limita o volume e a abrangência comercial.
  • Frigorífico com linha manual de abate (pequeno a médio porte): Pode abater até 100 animais por dia. Exige inspeção federal para permitir a venda em todo o território nacional, porém não exporta. Exige uma área maior, até 800 m², com equipamentos mais avançados.
  • Frigorífico automatizado ou semi-automatizado (médio a grande porte): Com capacidade maior, uso intensivo de tecnologia e sistemas integrados. Normalmente, habilitado para exportação, segue padrões internacionais rigorosos e requer alto investimento.

A definição desse tipo impacta diretamente em todas as etapas seguintes – do licenciamento à aquisição dos equipamentos, passando pelo orçamento e fluxo operacional.

2. Licença

Antes de iniciar qualquer obra ou operação, é imprescindível garantir todas as licenças e autorizações para o frigorífico – mesmo que o processo todo seja complexo e demorado. Isso evita multas, embargos e prejuízos futuros. Nesse caso, as licenças podem incluir:

  • Licença municipal: Geralmente emitida pela Vigilância Sanitária e Secretaria Municipal de Agricultura para frigoríficos de pequeno porte que operam localmente.
  • Licença estadual: Para frigoríficos que vão atender o mercado estadual e precisam de inspeção pela Secretaria Estadual da Agricultura.
  • Serviço de Inspeção Federal (SIF): Para frigoríficos que comercializam em todo o território nacional e querem acesso a mercados externos. O SIF é concedido pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
  • Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA): Para frigoríficos que operam sob convênio entre órgãos estaduais e federais, permitindo comercialização ampliada.

Além disso, será preciso registro ambiental junto ao órgão responsável de cada estado, alvarás de funcionamento, aprovação dos projetos elétrico, hidráulico e estrutural, e cumprir normas de prevenção e combate a incêndio.

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3. Orçamento

As duas etapas acima determinarão o custo médio do seu projeto; já podemos dizer que a montagem de um frigorífico abrange uma enorme rede de colaboradores, não importa o tamanho, então existem apenas estimativas de valor que podemos discutir aqui. De modo geral, você pode usar a planilha simplificada de CAPEX/OPEX a seguir para calcular os seus custos (some tudo e aplique contingências e capital de giro):

CategoriaItens IncluídosObservações
Obras civisParedes laváveis, pisos drenantes, câmaras friasInfraestrutura sanitária
RefrigeraçãoEquipamentos de refrigeração e isolamento térmicoFundamental para conservação
Equipamentos de processoTanques inox, mesas, esteiras, túnel de encolhimentoLinha produtiva e manipulação
UtilidadesElétrica, hidráulica, tratamento de efluentesEnergia, água e efluentes
Suporte e infraestruturaEscritórios, laboratórios, controle e automaçãoApoio administrativo e técnico
Projetos e licençasProjetos técnicos e licenças ambientais e sanitáriasDocumentação e aprovação
Veículos refrigeradosCaminhão ou furgão para transporte de produtosLogística e distribuição

Vamos a alguns números baseados nessa lógica:

  • Mini/frigorífico micro (200–400 m², inspeção municipal/estadual): Estimado entre R$100 mil e R$500 mil. Referências práticas e guias setoriais indicam essa faixa para abatedouros muito simples com linha manual. 
  • Frigorífico pequeno/médio (até 100 animais/dia, inspeção federal): Faixa aproximada de R$1,5 milhão a 5 milhões, dependendo do nível de equipamentos, câmaras frias e sistemas sanitários. Valores fiduciários baseados em estudos comparativos de viabilidade setorial. 
  • Frigorífico com exportação e alta automação: Escala maior, exigindo investimento em dezenas de milhões de reais para câmaras frigoríficas extensas, laboratórios e sistemas SIF/SISBI. Referenciado em estudos de estruturação da indústria da carne.

Lembre-se que essas faixas variam conforme localização geográfica, nível de automação, tipos de inspeção e infraestruturas adicionais. O ideal é realizar um estudo de viabilidade técnico-econômica completo, como sugerimos na planilha acima.

4. Regulamentação

Montagem de um frigorífico

Além das licenças, seu frigorífico deve cumprir rigorosas regulamentações para garantir segurança alimentar, qualidade do produto e proteção ambiental. As principais normas e órgãos reguladores são:

  • MAPA: Responsável pela inspeção sanitária e controle da cadeia produtiva de carnes, exigindo procedimentos de abate, rastreabilidade, higiene, armazenamento e transporte.
  • Anvisa: Atua na vigilância sanitária, estabelecendo normas para ambientes industriais, manipulação e higienização.
  • Norma Regulamentadora NR-36: Estabelece condições mínimas para saúde e segurança dos trabalhadores em frigoríficos, incluindo ergonomia, ventilação e controle de riscos.
  • Normas técnicas como HACCP e ISO 22000: Direcionadas à gestão de segurança alimentar, focam na prevenção de contaminação e controle de qualidade.

Cumprir todas essas regulamentações é essencial para operar legalmente e para garantir a confiança do mercado consumidor.

5. Padrões de higiene industrial

Aqui entra um ponto fundamental para montar frigoríficos: a escolha dos materiais para consolidar essas propriedades em toda a linha de produção. O aço inoxidável – especialmente os tipos AISI 304 e AISI 316 – é o favorito no setor frigorífico. Existem quatro principais motivos para isso:

  • Alta resistência à corrosão: O contato constante com água, sal e produtos químicos exige material que não enferruje ou degrade.
  • Superfície lisa e baixa porosidade: Facilita a limpeza e evita o acúmulo de resíduos orgânicos e microrganismos.
  • Durabilidade e robustez: Equipamentos em aço inox suportam uso intenso e prolongado, reduzindo a necessidade de manutenção ou substituição frequente.
  • Conformidade com normas sanitárias: O design sanitário exige que equipamentos sejam facilmente higienizáveis, o que o aço inox oferece naturalmente.

6. Eficiência operacional

Após planejar o tipo do frigorífico, garantir as licenças, fazer o orçamento correto, cumprir as regulamentações e investir em padrões de higiene, chega o momento mais crítico: assegurar que todas essas etapas funcionem de forma integrada e eficiente no dia a dia da operação.

A eficiência operacional é o que transforma todo o investimento em lucro sustentável. Um frigorífico eficiente não é apenas aquele que produz carne em grande volume, mas aquele que consegue manter a qualidade, reduzir perdas, otimizar o uso de recursos e atender os prazos do mercado sem comprometer a segurança e a higiene!

Para isso, os equipamentos industriais modernos são o coração da operação. É aqui que a escolha por fornecedores de confiança, com produtos em aço inox de alta qualidade, faz toda a diferença. Equipamentos como mesas, esteiras, tanques, máquinas de corte e de embalagem precisam ser projetados para suportar a rotina intensa de produção, facilitar a limpeza e permitir automação progressiva conforme o crescimento do frigorífico.

Além disso, o layout bem planejado, a integração das máquinas em linha contínua e a manutenção preventiva são fatores essenciais para evitar paradas inesperadas que podem gerar prejuízos.

Investir em tecnologia de ponta e contar com parceiros experientes no fornecimento e suporte técnico não é um luxo: é uma necessidade estratégica para quem deseja se destacar no mercado competitivo de frigoríficos. E nós estamos aqui justamente para isso.

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